segunda-feira, 29 de junho de 2009

Relembrar é Viver!

Sou do tipo de pessoa que gosta de relembrar bons momentos vividos. Uma viagem maravilhosa, uma festa, uma tarde com amigos. Às vezes me pego olhando para fotografias. E agora com a era digital fica ainda mais fácil! Ligo o computador e as fotos estão ao meu alcance, suplicando para serem vistas.
Relembrar coisas do passado não me deixa esquecer que existem pessoas incríveis que se importam comigo, que dividiram bons e maus momentos comigo. Pessoas em que posso confiar e compartilhar minhas alegrias e minhas dores. Por outro lado, esse exercício também me faz lembrar de pessoas que têm duas caras. Gente que fez de tudo para ganhar minha confiança, mas por trás estava montando uma armadilha para me pegar. Mas, graças a Deus, tenho pessoas maravilhosas para me apoiar nessas horas.
Tem gente que fica me criticando por causa das minhas “viagens” ao passado. Dizem que quem vive de passado é museu. Mas os museus existem justamente para que nós jamais esqueçamos de fatos importantíssimos que marcaram a história de nosso país, nosso mundo, nossa humanidade. Quadros, esculturas e outras obras de arte são guardados e exibidos como tesouros para que esses legados culturais não se percam. Invenções, utensílios e outros artefatos ficam expostos para que lembremos de como evoluímos ao longo dos tempos, trazendo benefícios para todos nós, mas também coisas ruins como guerras e brigas por poder.
“Ser museu” não é ruim. Pelo contrário, é muito bom! Coisas boas devem ser lembradas para nos conscientizarmos de como somos abençoados. Fatos ruins não devem ser esquecidos para servir de lição e evitarmos erros no futuro. Só temos que tomar cuidado para não ficar presos somente ao passado e esquecer de viver o presente. Pois é vivendo o presente de forma intensa que teremos coisas boas para relembrar no futuro.

domingo, 21 de junho de 2009

O Barato que saiu CARO


Na viagem que fiz a Barcelona alguns anos atrás, aconteceu uma coisa muito engraçada. O episódio aconteceu quando meus amigos e eu estávamos visitando o parque Guell, enorme e muito bonito, projetado pelo arquiteto Antonio Gaudi, por encomenda do empresário Eusebi Guell.

Um dos pontos mais importantes do parque é uma fonte coberta de lindos mosaicos, na qual a figura central é uma salamandra. Os turistas ficam feito doidos tirando fotos e mais fotos nessa fonte. E, lógico, meus amigos e eu não fomos diferentes. Tiramos fotos e mais fotos. Meu amigo, não satisfeito em tirar foto na fonte da salamandra, resolveu tirar foto com a salamandra em carne e osso! Na verdade, carne, osso e fantasia. Ele ficou fazendo algumas poses e eu, tirando fotos. Registrando tudo! Estava muito engraçado. Meu amigo e uma espanhola fantasiada de salamandra!

Ao acabar a sessão de fotos, agradecemos a salamandra com um “Gracias!”. Mas a resposta dela nos surpreendeu: “Gracias no! Son 2 dos euros!”. Para não brigar com a salamandra safada, acabei tirando uma moeda de um euro que tinha no meu bolso. Mas a cachorra, oops, salamandra abusada, não ficou satisfeita. Ela queria exatamente dois euros por algumas fotinhos sem graça. Aí foi a vez do meu amigo abrir a mão. Pegou mais um euro e pagou a salamandra mercenária. O pior de tudo foi quando a gente começou a converter os euros em reais. Dois euros são quase seis reais. Seis reais gastos para tirar fotos com uma salamandra ridícula! Na hora foi um barato. Mas no final, percebemos que nos custou muito caro.

Em Roma, escapamos de cair nessa novamente. Ao visitar o Coliseu, avistamos uns caras vestidos como gladiadores, com carruagem e tudo mais! Queríamos tirar foto deles, mas esses pelo menos avisaram antes que tínhamos que pagar. Daí desistimos. Na verdade, depois, quando eles se distraíram, acabamos tirando umas fotos deles. E não gastamos nenhum tostão!

Dessa história nos fica uma lição: jamais tire fotos em pontos turísticos com pessoas fantasiadas. Na hora é uma diversão, mas no final, você pode sair desfalcado. Essa gente aproveita dos turistas, pobres e inocentes, que acabam caindo nessa de tirar fotos. E quando eles não entendem a língua local, o estrago é ainda maior! Portanto, quando viajarem, fiquem espertos!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os Pileques da Minha Vida

Posso contar nos dedos todas as vezes que fiquei de porre. A maioria foi só um “pilequinho”. Nunca fui de beber muito, apesar de gostar. O álcool pode deixar seu raciocínio e movimentos meio devagar, e você pode chegar a perder a noção do que está fazendo. Eu prefiro me manter sóbria, na medida do possível, para poder aproveitar as coisas ao máximo e, claro, ver o mico das pessoas bêbadas e poder contar histórias para os amigos no dia seguinte.

Muitos falam que, quem bebe não tem amigos. Bom, eu bebo socialmente. Na faculdade, eu costumava ir a algumas choppadas. Na verdade, fui a poucas, porque era muito focada nos estudos. Bebia umas duas ou três ices. Não suportava cerveja, só de dar o primeiro gole me dava ânsia de vômito. Comecei a trabalhar meu estômago e hoje em dia consigo beber esse treco a base de cevada. Mas ainda não cheguei ao ponto de gostar disso.

Champagne e Prosecco são chiques. Dá uma sensação legal sentir as bolhinhas do espumante estourando perto do seu nariz. Mas também têm gosto horroroso. Eu bebo, mas não curto muito não. Bom, meu negócio mesmo são as bebidas docinhas. Ice, licores, batidas de frutas com vodka, especialmente se tiver leite condensado. Ah! Gosto também de cidra! Pode ser coisa de pobre, mas tem um gosto muito bom, muito melhor que Chandon.

Lembro das comemorações de Ano Novo em casa, eu costumava beber um espumante rosinha que tinha um gosto muito bom. Eu chegava até a ficar meio tonta, mas eu nem ligava, tava em casa mesmo. Ficava quietinha para ninguém reparar, afinal eu tinha que manter minha reputação. Discretamente, eu ia para o meu quarto, dizia que estava com sono e ia dormir, enquanto os outros ficavam acordados, jogando conversa fora.

Na festa da minha formatura, como aproveitei! Bebi bastante. Tomei espumante, capivodka e malibu. Fiquei super alegre! Mas ainda assim, conseguia ter noção dos meus atos, embora meu raciocínio estivesse um pouco, digamos, lento. Mas dancei muito, me diverti. Afinal, eu precisava comemorar em grande estilo os meus longos e cansativos 5 anos de Engenharia. No dia seguinte, eu tinha um monte de histórias para contar, cadeiras sendo atiradas no mar pela janela do Costa Brava, um maluco sem noção que queria se atirar no mar, copos quebrados, gente saindo carregada. Só para deixar registrado, eu saí caminhando, ou melhor, desfilando!

Outra bebedeira marcante foi na quinzena de um treinamento que tive nos Estados Unidos. Eu bebia quase todos os dias pelo menos uma cervejinha. E quando tinha festinhas, como era legal! Bebida de graça: cervejas, malibu, vodka com limonada, vodka pura. E o esquema era sempre o mesmo: eu bebia, bebia, dava uma descansadinha, comia uns docinhos para cortar o efeito e voltava a beber de novo. Foi assim que me mantive sóbria. Para ver gente pagando mico. Para ver aluno pegando professor ou vice-e-versa. Para saber de todos os babados e comentar no dia seguinte. E, claro, dar boas gargalhadas.

Tem gente que acha que eu não bebo. Mas estão muito enganados. Bebo sim, e muito! Mas eu acredito que eu saiba beber porque nunca dei vexame. Como disse, prefiro manter um nível de lucidez adequado, para não ficar pagando micos sinistros e ser comentada no dia seguinte. Mas, principalmente, gosto de estar do outro lado da moeda e comentar as pessoas que pagaram mico no dia anterior. Acho que essa é a parte mais engraçada!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Naufragando num Mar de Soberba

Soberba, arrogância, prepotência, vaidade. São palavras diferentes, mas que exprimem o mesmo sentimento: a falta de humildade. Quem tem esse tipo de sentimento se acha auto-suficiente, não gosta de ouvir a opinião dos outros. Se sente superior e não é capaz de enxergar a importância de aprender coisas novas.

Quem é soberbo não enxerga a necessidade de mudar. Acha que são os outros que devem mudar. Afinal, ele é o ser perfeito. Acredita que em time que está vencendo não se deve mexer. E não percebem que esse ditado deixou de fazer sentido em um mundo cada vez mais instável e cheio de incertezas. O soberbo só se sente realizado, quando percebe que é melhor que os demais. E quando o contrário acontece, ele passa a se sentir ameaçado, como se tivessem roubado seu lugar. Em vez de se esforçar para recuperar seu status, ele passa a invejar as pessoas que o superaram. Com isso, concentra esforços em depreciá-las e vangloriar-se.

A soberba é um dos Sete Pecados Capitais. E só pode ser combatida através da virtude da humildade. Diante de um problema, não tenha medo de pedir ajuda, de deixar ser ajudado pelos outros. Você não vai morrer por causa disso. Procure ser mais simples, tente conter sua vaidade. Parece difícil, mas você vai se sentir muito melhor assim. E lembre-se, o mundo não gira em torno de você. Existem outros milhares de pessoas, que talvez precisem de muito mais atenção.

A soberba é capaz de cegar e fazer muitos estragos em nossas vidas. Quando nos damos conta, estamos afundados em um de tristeza e solidão. Muita gente já prejudicou relacionamentos pessoais e profissionais por causa disso. Afinal, quase ninguém agüenta uma pessoa arrogante e vaidosa, a não ser que seja por interesse ou falsidade. Por isso, é bom tomarmos cuidado com esse tipo de sentimento. É melhor manter nosso alerta ligado do que naufragar.