Sou do tipo de pessoa que gosta de relembrar bons momentos vividos. Uma viagem maravilhosa, uma festa, uma tarde com amigos. Às vezes me pego olhando para fotografias. E agora com a era digital fica ainda mais fácil! Ligo o computador e as fotos estão ao meu alcance, suplicando para serem vistas.
Relembrar coisas do passado não me deixa esquecer que existem pessoas incríveis que se importam comigo, que dividiram bons e maus momentos comigo. Pessoas em que posso confiar e compartilhar minhas alegrias e minhas dores. Por outro lado, esse exercício também me faz lembrar de pessoas que têm duas caras. Gente que fez de tudo para ganhar minha confiança, mas por trás estava montando uma armadilha para me pegar. Mas, graças a Deus, tenho pessoas maravilhosas para me apoiar nessas horas.
Tem gente que fica me criticando por causa das minhas “viagens” ao passado. Dizem que quem vive de passado é museu. Mas os museus existem justamente para que nós jamais esqueçamos de fatos importantíssimos que marcaram a história de nosso país, nosso mundo, nossa humanidade. Quadros, esculturas e outras obras de arte são guardados e exibidos como tesouros para que esses legados culturais não se percam. Invenções, utensílios e outros artefatos ficam expostos para que lembremos de como evoluímos ao longo dos tempos, trazendo benefícios para todos nós, mas também coisas ruins como guerras e brigas por poder.
“Ser museu” não é ruim. Pelo contrário, é muito bom! Coisas boas devem ser lembradas para nos conscientizarmos de como somos abençoados. Fatos ruins não devem ser esquecidos para servir de lição e evitarmos erros no futuro. Só temos que tomar cuidado para não ficar presos somente ao passado e esquecer de viver o presente. Pois é vivendo o presente de forma intensa que teremos coisas boas para relembrar no futuro.
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