quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os Pileques da Minha Vida

Posso contar nos dedos todas as vezes que fiquei de porre. A maioria foi só um “pilequinho”. Nunca fui de beber muito, apesar de gostar. O álcool pode deixar seu raciocínio e movimentos meio devagar, e você pode chegar a perder a noção do que está fazendo. Eu prefiro me manter sóbria, na medida do possível, para poder aproveitar as coisas ao máximo e, claro, ver o mico das pessoas bêbadas e poder contar histórias para os amigos no dia seguinte.

Muitos falam que, quem bebe não tem amigos. Bom, eu bebo socialmente. Na faculdade, eu costumava ir a algumas choppadas. Na verdade, fui a poucas, porque era muito focada nos estudos. Bebia umas duas ou três ices. Não suportava cerveja, só de dar o primeiro gole me dava ânsia de vômito. Comecei a trabalhar meu estômago e hoje em dia consigo beber esse treco a base de cevada. Mas ainda não cheguei ao ponto de gostar disso.

Champagne e Prosecco são chiques. Dá uma sensação legal sentir as bolhinhas do espumante estourando perto do seu nariz. Mas também têm gosto horroroso. Eu bebo, mas não curto muito não. Bom, meu negócio mesmo são as bebidas docinhas. Ice, licores, batidas de frutas com vodka, especialmente se tiver leite condensado. Ah! Gosto também de cidra! Pode ser coisa de pobre, mas tem um gosto muito bom, muito melhor que Chandon.

Lembro das comemorações de Ano Novo em casa, eu costumava beber um espumante rosinha que tinha um gosto muito bom. Eu chegava até a ficar meio tonta, mas eu nem ligava, tava em casa mesmo. Ficava quietinha para ninguém reparar, afinal eu tinha que manter minha reputação. Discretamente, eu ia para o meu quarto, dizia que estava com sono e ia dormir, enquanto os outros ficavam acordados, jogando conversa fora.

Na festa da minha formatura, como aproveitei! Bebi bastante. Tomei espumante, capivodka e malibu. Fiquei super alegre! Mas ainda assim, conseguia ter noção dos meus atos, embora meu raciocínio estivesse um pouco, digamos, lento. Mas dancei muito, me diverti. Afinal, eu precisava comemorar em grande estilo os meus longos e cansativos 5 anos de Engenharia. No dia seguinte, eu tinha um monte de histórias para contar, cadeiras sendo atiradas no mar pela janela do Costa Brava, um maluco sem noção que queria se atirar no mar, copos quebrados, gente saindo carregada. Só para deixar registrado, eu saí caminhando, ou melhor, desfilando!

Outra bebedeira marcante foi na quinzena de um treinamento que tive nos Estados Unidos. Eu bebia quase todos os dias pelo menos uma cervejinha. E quando tinha festinhas, como era legal! Bebida de graça: cervejas, malibu, vodka com limonada, vodka pura. E o esquema era sempre o mesmo: eu bebia, bebia, dava uma descansadinha, comia uns docinhos para cortar o efeito e voltava a beber de novo. Foi assim que me mantive sóbria. Para ver gente pagando mico. Para ver aluno pegando professor ou vice-e-versa. Para saber de todos os babados e comentar no dia seguinte. E, claro, dar boas gargalhadas.

Tem gente que acha que eu não bebo. Mas estão muito enganados. Bebo sim, e muito! Mas eu acredito que eu saiba beber porque nunca dei vexame. Como disse, prefiro manter um nível de lucidez adequado, para não ficar pagando micos sinistros e ser comentada no dia seguinte. Mas, principalmente, gosto de estar do outro lado da moeda e comentar as pessoas que pagaram mico no dia anterior. Acho que essa é a parte mais engraçada!

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