terça-feira, 25 de agosto de 2009

D'Moraes - Não caia nessa!

Hoje, recebi uma ligação de uma pessoa que se diz trabalhar em uma empresa chamada D'Moraes. O diálogo, foi mais ou menos dessa forma:

- Boa tarde, sra Mariangela?
- Isso mesmo! Boa tarde.
- Meu nome é William, estou ligando para agendar uma entrevista de emprego. Você está ou está buscando uma recolocação no mercado?
- Estou empregada.
- Você teria disponibilidade para uma entrevista amanhã, às 12h, no centro do Rio?
- Sim.
- Qual a sua pretensão salarial?
- 4000 reais.
- Baseada no salário atual?
- Não, pois estou buscando um salário maior.
- Ok. Anote aí o endereço e o site da empresa.
- Rua Visconde de Inhaúma, 58 - Sala 208 e o site é www.dmoraes.com.br
- Quando chegar na portaria, procure por Vinicius Veloso. E traga um versão atualizada do seu currículo. Boa Tarde.

E desligou. Foi tudo tão rápido, ele nem deu tempo de perguntar coisas como: para que vaga era, como teve acesso ao meu contato... Só nisso já achei estranho. Muiiito estranho. Aí fui ver no site que ele me deu. Estava achando que se tratava de empresas como a Clave e a Solon, que são boas e prestam serviços de recrutamento e seleção. Quando entrei no site, vi que se tratava de uma empresa de outplacement, que faz serviços de consultoria e coaching para profissionais que buscam uma colocação no mercado. Ajudam a preparar currículo, carta de apresentação, ensinam e dão conselho de como agir em entrevistas e dinâmicas.

Muito esquisito. Fiquei imaginando se era para eu trabalhar com a própria D'Moraes e estava a fim de me arriscar para ver o que era. Mas antes, resolvi recorrer à ajuda do meu querido Google. Vocês nem imaginam o que apareceu!!

O primeiro link que o Google me mostrou foi do Reclame Aqui. Fiquei boladíssima com o texto que escreveram. Vi um caso semelhante ao meu, mas a pessoa chegou a ir à entrevista e, na hora, o funcionário da empresa ofereceu os serviços da D'moraes, mostrou os benefícios, encheu tanto a paciência que a pessoa se deixou levar pela pressão e acabou assinando o contrato e levando um preju de mais de mil reais!

Absurdo total!! E tem mais: São mais de 36 processos abertos contra essa empresa. Sempre o mesmo caso. E só no site Reclama Aqui tem 16 reclamações abertas desde abril de 2008. Fiquei boba com isso. Tanta gente desesperada, procurando emprego e eles agem de má fé e tiram proveito dessas pessoas.

Se eu estava com alguma dúvida se eu ia ou não nessa entrevista. Acho que já tenho alguma resposta. Só espero que a justiça seja feita e esses charlatões sejam iluminados por Deus e parem de enganar as pessoas. Mas graças ao Senhor (e ao santo Google) escapei de cair nessa. Por pouco. Ufa! E vocês, amigos, por favor, não caiam nessa!!

Só a nível de informação:

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tour por Barcelona

Outro dia estava olhando as fotos que tirei em Barcelona... Definitivamente, se não fosse o Gaudí e seus seguidores, Barcelona seria como uma cidade qualquer. Mas essa afirmativa vale apenas para o período diurno. Porque à noite, Barcelona bomba!
Eu nem pude conhecer a fundo a night de Barcelona, pois eu estava super ansiosa para conhecer a arquitetura da cidade. Eu andava muito de dia e a noite estava super cansada. Eu não agüentava! Apesar de ter muita vontade de ir, faltava disposição. Mas, deu para conhecer alguns lugares legais.
Fomos a alguns bares bonitinhos. Temáticos. Tinha um que ficava dentro do museu de cera nas Ramblas. Parecia uma floresta encantada, cheio de fadas e duendes. Muito interessante. Pena que não deu pra tirar foto, o lugar era meio escuro, para dar uma climinha e minha máquina de pobre não tira fotos boas nesse tipo de ambiente. Teve um outro que gostei muito. A decoração nos fazia pensar que estávamos no Havaí. Os bancos e as mesas eram baixinhos. E drinques, servidos em canecas que mais lembravam totens, com uns canudos enoooormes! Foi muito divertido. Tomei um drinque muito gostoso de rum com abacaxi e coco. Delicioso!
Mas a bebida mais comum na cidade era a Sangria. Eu devo ter tomado uns 5 litros de Sangria! E essa bebida gostosa me faz lembrar de uma situação nada agradável. Meus amigos sabem que eu sou meio paty, muito fresca e cheia de coisa. E mesmo sabendo disso, fui levada a um bar, também temático, que mais parecia uma taverna, ou melhor, uma caverna. Era um lugar escuro, com cara de sujo. Tinha teia de aranha no canto das paredes. Só não sei se aquilo era decoração ou falta de limpeza mesmo. A mesa e o banco pareciam umas toras de madeira, bem rústico. O pior era a maneira que eles serviam sangria. Era um balde enorme de sangria (isso mesmo, BALDE!) e eles pegavam cada copo, mergulhavam no balde, enchiam e colocavam na sua frente! Bizarro! O copo era aqueles de bar, bem pé sujo. Desagradável. Mas eu agüentei firme e forte.
Sinto muita vontade de voltar a Barcelona. Conhecer lugares que não pude ver. Rever as obras e construções do Gaudí, que são maravilhosas e nunca me canso de admirar. Adoraria voltar ao bar encantado e ao bar havaiano. Conhecer outros bares legais. Mas do bar pé sujo quero passar bem longe! Aliás, quero esquecer que estive lá um dia... Só de lembrar daquele balde com sangria, os copos sujos, a poeira, teias de aranha... Eca!

sábado, 15 de agosto de 2009

Velha Infância


Ultimamente tenho pensado muito na minha infância. Bons tempos. Época em que eu era feliz e não sabia! Como eu sonhava em ser adulta!! Meus pais me diziam para aproveitar ao máximo minha infância, mas eu continuava desejando virar adulta logo. Agora que sou uma, o tempo não pode mais voltar. Só restam as minhas doces lembranças da infância.

Amava brincar de Barbie. Montava a casinha, brincava de desfile, trocava de roupas e acessórios, fazia o Ken se casa com a Barbie. Haja imaginação! Na hora de guardar era um problema, pois eu fazia a maior bagunça e depois me dava aquela preguiça. Eu tentava inventar história pra minha mamãe me ajudar, mas não colava. Além da Barbie, eu adorava brincar de casinha. Eu tinha um bebezinho e uma cozinha chamada Bankuka. Brinquei tanto que a cozinha ficou toda ferrada! Fora os joguinhos que eu podia brincar com meu irmão: pense bem, pega-peixe, não acorde o dragão, passa ou repassa, explosão... Afinal, ele não gostava de brincar de casinha. Eu chorava, esperneava, suplicava, mas ele não queria brincar comigo de casinha. Na época, minha mente inocente não entendia o porquê.

E os programas de televisão? Que delícia! Carrossel, Xuxa, Vovô e eu, Jaspion, Changeman, Cavaleiros do Zodíaco, Muppet Babies, Ducktales, Chavez, Chapolin, Caverna do Dragão... Que saudades dessa época. Eu vivia na frente da TV e minha mamãe ficava louca comigo porque estava atrasada para o colégio. Hoje em dia, não tem mais programas legais como antigamente. Uma pena...

No colégio eu me divertia muito. O colégio era um pouco velho e as portas do banheiro emperravam às vezes. Fiquei presa no banheiro umas dez vezes e como eu era mini, dava para passar por um vão entre a porta e o chão. Imagina se eu fosse gordinha? Ia ter que pedir socorro! Também lembro das festinhas, das vezes que ficávamos ensaiando até aprender a coreografia, das gincanas, dos jogos de queimado que eu sempre perdia porque era pequenina. E as aulas de vôlei? Meu saque sequer passava pela rede! Lembro que morria de medo da lenda da mulher de branco, mulher do espelho, mulher de verde e sabe-se lá quantas outras assombrações o povo inventava. E a brincadeira do compasso, da caneta? Na hora de brincar todo mundo ia, mas depois ficava morrendo de medo do espírito ficar preso e assombrar a gente. Coisas de criança.

Minha infância: doces lembranças, tempos que não voltam mais. Guardo muita coisa boa dessa época. Mas guardo coisas ruins também. Das vezes que fui deixada de lado por ser a mais inteligente da sala. Das vezes que o povo era meu amigo só para pegar cola nas provas ou para ficar na minha aba na hora dos trabalhos de grupo. Das vezes que sofri preconceito porque sou japinha. Das vezes que eu era ofendida quando diziam que eu tirava notas boas porque meus pais pagavam por fora. Eu era muito bobinha e inocente nessa época. Mas a gente cresce e as coisas mudam, evoluem. Eu posso continuar pequenina, mas a minha velha infância serviu para me ensinar muitas coisas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Depois de Barcelona, próxima parada gastronômica: Roma!

Para completar o meu tour gastronômico, fomos a Roma. E como todos sabem... Itália é o país das massas e sorvetes. Acho que não preciso dizer mais nada né? Pra começar, na Itália se come muito. Muito mesmo! Para os italianos é sagrado comer entrada, prato principal, sobremesa...

Assim que chegamos a Roma, morrendo de fome, fizemos check-in no hotel, guardamos nossas coisas muito rapidamente e saímos desesperadas para catar um restaurante ali perto. Saímos correndo, com medo das coisas estarem fechando, afinal, era muito tarde. Caminhávamos com atenção, para na volta, lembrarmos o caminho. Já pensou se a gente se perde logo no início?

Enfim achamos um restaurante. Não tínhamos como ficar escolhendo muito, pois àquela altura, com aquela fome, seria querer demais. O restaurante parecia ser bem família e quem nos atendeu foi um velhinho muito fofo. Ele se esforçou para falar inglês com a gente. E não é que o vovozinho mandou bem? Resolvemos pedir uma massa, obviamente. Fomos de inhoque aos quatro queijos. E você não vai acreditar que o velhinho ficou espantado, dizendo: “Vocês vão pedir só isso?”. Enfim, depois de tanto falar, ele acabou entendendo que queríamos só o inhoque. Nem preciso dizer que foi o melhor inhoque que comi. Melhor que o da minha mãe e o das minhas tias. É mais consistente, bem “al dente”, molho saboroso. Para completar, tomamos um capuccino para esquentar. Ao voltarmos para o hotel, quase nos perdemos, mas graças a Deus conseguimos nos achar.

No dia seguinte, café da manhã normal, almoço também normal. Comemos um sanduba. Andamos a beça. Pegamos a maior chuva! Ainda bem que eu tava de botinha e casaco impermeável. Me livrei de um resfriado! No jantar, pizza! Quando terminamos, a chuva já tinha passado e voltamos a passear. Vimos várias sorveterias e não resistimos. Sorvete de sobremesa! No dia seguinte, foi a mesma coisa. A única diferença foi que não ficamos satisfeitas com um sorvete. Tivemos que tomar uns três ao longo do dia!

Depois desse tour de comilança, vocês nem imaginam como eu estava. Uma bola!! Voltei da viagem rolando... Mas valeu a pena! Eu amei tudo o que vivi nessa viagem. Os lugares e as pessoas que conheci, as experiências e, claro, as comidinhas!