sexta-feira, 31 de julho de 2009

Depois do Crepe de Nutella teve mais!


Nem preciso dizer que depois do crepe de nutella teve mais comilança! A próxima parada gastronômica foi em Barcelona. Lá, o que mais se via era paella, frutos do mar... Ah! E tinha crema catalana e sangria!!

Assim que meus amigos e eu chegamos a Barcelona enfiamos o pé na jaca. No jantar, de cara pedimos paella, e meio litro de sangria para cada um! Para quem não sabe, paella é uma mistureba de arroz com pedaços de carne, frango ou frutos do mar. E sangria é uma bebida bem típica feita a base de vinho, frutas, suco de frutas e açúcar. Recomendo paella com sangria totalmente, é muito bom! Outra coisa muito boa é a sobremesa típica. Crema catalana. É muito parecido com o creme brulee que, por sua vez, é famoso na França. Adoro creme brulee! Mas estávamos em Barcelona, então, fui de crema catalana mesmo!! Mas adorei! Muito bom!! Mas depois de 5 dias comendo só isso, direto, não agüentava nem mais ver...

Apesar dessa comida maravilhosa, também sentimos vontade de comer coisas mais normais. Saladinha, carnes... Meu amigo me falou de um restaurante chamado Fresc Co, que é do tipo “all you can eat”. Na primeira vez que fomos procurar, andamos a rua Diagonal praticamente toda! Estávamos morrendo de fome e nada de achar o tal restaurante. A gente até brincou dizendo que ele não existia e que era delírio da cabeça dele. Já estava quase desmaiando de fome, quando desistimos e fomos comer cachorro quente. Depois disso, esquecemos do Fresc Co e ficamos a base de paella, sanduíche...

No último dia em Barcelona, quando estávamos indo embora, acidentalmente achamos o restaurante, bem longe da calle Diagonal, pertinho da Catedral de Barcelona. Nem acreditamos! Saímos correndo para lá, felizes da vida! A gente pagou 8 euros e mais a bebida e era tudo liberado! Tinha saladas de tudo que é jeito, arroz, carne, frango, tortas salgadas. E ainda peguei sobremesa... Delícia! E foi assim que nos despedimos de Barcelona... Com a pança cheia!

Sugestões para alimentação em Barcelona: Restaurantes na Plaza Reyal, próxima às Ramblas. Restaurante Fresc Co - site: http://www.frescco.com/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aventuras na Eletrônica


Como alguns amigos já sabem, fiz faculdade de Engenharia Eletrônica. Até hoje me pergunto como tive coragem de fazer isso. Eu devia estar maluca. Eu e alguns amigos passamos por vários perrengues ao longo da faculdade. Cálculo, Eletrônica, Teoria Eletromagnética, Circuitos Elétricos... Essas matérias era nossos maiores pesadelos. Ainda hoje me lembro das dificuldades que enfrentamos juntos, dos grupos de estudos formados, do povo desesperado para tirar xérox do meu caderno... E as colas? Trocas de provas? Foi na faculdade que colei pela primeira vez. Tudo por causa do desespero e medo de repetir a matéria...

Mas as lembranças mais divertidas eram os laboratórios. Na hora era desesperador. Ter que montar circuitos gigantescos numa protoboard. Era componente espalhado para tudo que é lado. Fios e mais fios. E põe resistor, tira fio, troca o capacitor, espeta o indutor... Não esquece o transistor! Cadê o led? Põe o diodo! E testa daqui, testa dali. Checa a corrente, a voltagem... Vê se a saída do circuito está batendo com a simulação! E não funcionava. Olha de novo, compara com o esquema. O que podia estar errado? Seguimos o projeto com cuidado! Mas a gente sempre chegava à conclusão que realmente tinha algo faltando... Era um componente invertido, um fio não conectado, um resistor errado. Tinha vezes que era erro de projeto mesmo.

E quando a gente esquecia de ligar a fonte que alimentava o circuito? Ficávamos desesperados porque nada funcionava. Óbvio! Não tinha alimentação, não podia funcionar... A energia não brota do nada! Fora as vezes que fazíamos uma besteirinha, estimávamos o componente errado e o circuitinho entrava em curto. E pegava fogo. Isso aconteceu comigo umas duas vezes só. O foguinho saindo e o cheirinho de queimado. Além do incêndio, tínhamos que enfrentar o perigo de levar choque. Tudo bem que trabalhávamos com baixa tensão, entre 5 e 15 Volts, aproximadamente. Mas, mesmo assim, a gente sempre levava um susto quando sentia o choquinho.

Ainda lembro do dia que precisávamos soldar um componente para completar nosso circuito. Nosso professor resolveu nos ajudar. Ele pegou o aparelhinho de aquecer a solda e nos perguntou: “Cadê a solda?”. E a gente, inocentemente, pensando que ele estava falando do aparelho de soldar, respondemos: “Ué!?!? Tá na sua mão!!”. A gente pensando que o professor tinha enlouquecido. E ele devia estar achando que éramos ignorantes. Mas foi apenas uma falha de comunicação.

Apesar das dificuldades e aventuras enfrentadas, lembro dessa época com carinho. Conheci muita gente chata, muita gente doida, muita gente legal. Fiz amigos incríveis! Falo sempre com alguns, de vez em quando marcamos alguma coisa. Com outros falo pouco, sofremos desencontros, mas ficam guardados no meu coração. E tem outros ainda que faço questão de esquecer mesmo! Velhos e bons tempos... A gente se ferrava, mas se divertia também!

sábado, 18 de julho de 2009

Responsabilidade social

Um dos assuntos da moda é a “Responsabilidade Social”. Ouvimos e vemos coisas relacionadas a isso em todos os lugares. Nos jornais e revistas, nas nossas empresas. O mundo fala em protocolo de Kyoto, em proteger a camada de ozônio, com medo das trágicas consequências que o efeito estufa pode nos trazer. As empresas adotam medidas responsáveis socialmente para ficar bem na fita com clientes, fornecedores e investidores.

Mas afinal, o que quer dizer essa tal de Responsabilidade Social? É fazer obras de caridade? É usar nossos recursos de forma otimizada? Infelizmente, muita gente usa isso para fazer se auto-promover. Será que ninguém pensa em deixar um ambiente melhor, ou menos pior, para a geração futura?

Essa semana aconteceu dois fatos curiosos. No meu trabalho, me criticaram porque toda vez que saio da mesa, eu desligo a tela do meu monitor, para poupar energia. Disseram-me que eu devo ter coisas muito confidenciais para querer esconder dos outros. Quando eu mencionei da economia de energia, rebateram que não precisava economizar o dinheiro da nossa empresa, que ela ganha demais. Eu até concordo com isso, mas se todos no mundo pensarem assim, ia faltar energia nos próximos anos. Já pensou nisso?

Outra coisa que aconteceu foi a impressão de um material de mais duzentas páginas. Esse material seria entregue para validação de um gerente. Quando eu vi aquele monte de folhas, eu quase tive um treco! Por que a gente não podia mandar por e-mail? Será que é tão difícil assim? As árvores agradeceriam se isso acontecesse.

Infelizmente, nosso mundo está cheio de pessoas egoístas. Pensam no aqui e agora e esquecem do depois e do amanhã. O que será dos nossos filhos, netos, bisnetos? E as pessoas que pensam em deixar um mundo melhor para a nova geração, infelizmente se esquecem de deixar filhos melhores para este mundo. Pois nossos filhos serão os responsáveis por manter o planeta a salvo para a próxima geração. Temos que ter em mente que não podemos ficar esperando o outro agir. Cada um deve fazer a sua parte. Se o seu vizinho não colabora com o meio ambiente, seja você o exemplo de Responsabilidade Social! Mas cuidado para não ficar neurótico...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Um Maluco no Pedaço

Quando falamos em “Um maluco no pedaço”, muita gente se lembra do seriado “The Fresh Prince of Bel-Air”, exibido pelo SBT e cujo personagem principal era o Will Smith. Mas eu me lembro de uma história que aconteceu no início da faculdade...

Eu e meus amigos da faculdade – Katito, Marcela e Naty – estávamos indo para Botafogo. Íamos almoçar em um japa. Assim, saímos da faculdade e pegamos o busão. O busão estava meio cheio. Tinha poucos lugares para sentar. Naty e Marcela foram sentar mais na frente, perto do motorista. Eu e Kaio ficamos mais atrás. Eu tinha escolhido um lugar, mas reparei que tinha um cara dormindo e ocupando os dois bancos. Assim, resolvi sentar no banco de trás para não incomodá-lo. Kaio estava em pé.

No meio do caminho, entrou uma velhinha. Ela se aborreceu ao ver a cena do carinha esparramado em dois bancos e simplesmente deu um empurrão nele, sem dó e nem piedade. Vocês não vão acreditar no que aconteceu! O circo se armou e o céu quase desabou... E o pior, na minha cabeça! Mas graças a Deus tinha o Katito para me defender!

Bom, o cara era doido, tava cheirado, maconhado ou sei lá o quê! A única coisa que sei é que ele acordou com a macaca. Tinha tanta gente dentro do ônibus para ele implicar... Mas ele foi escolher justamente eu! Logo eu, que antes tinha evitado sentar do lado dele apenas para não atrapalhá-lo. E a velhinha sem noção, assim que o cara começou a surtar, simplesmente fugiu. Mas que cara de pau!

O maluco simplesmente cismou comigo. Ficou gritando, me perguntando o que eu estava fazendo ali, falou que eu estava roubando emprego dos brasileiros, falou que eu deveria voltar para o Japão, me xingou de tudo que é nome. E eu mantive minha calma, quieta, como se nada daquilo fosse comigo. Por dentro estava cagando de medo! Mas por fora, fingia que nem me abalava.

Só que a coisa começou a piorar, o cara foi ficando agressivo. Eu falei com meu amigo: “Vamos descer!”. E ele me respondeu: “Ok! Vai na frente.”. Aí eu levantei, e meu amigo logo atrás de mim. Eu estava passando e o cara ainda tentou me bater!! Vê se posso com isso? Mas lá estava o Katito, meu herói! Me defendeu... E eu saí andando, enquanto o Katito batia boca com o doido.

Passei por minhas amigas e disse: “Vamos descer agora!”. Marcela ainda tentou questionar, disse que ainda estávamos na Leopoldina e eu rebati: “Vamos descer agora, depois eu explico. Não discuta!”. Então nós descemos. Ainda esperamos um bocadinho até ver o Katito saindo do bus. Estava morrendo de preocupação. Foi aí que eu o vi e comecei a sentir medo se o doidão resolvesse vir atrás de nós. Ou melhor, de mim! Vocês nem imaginam o alívio que senti quando a porta do bus fechou e nem sinal do carinha.

Resolvemos chamar a polícia. Afinal, o cara estava agressivo. Vai que ele cisma de bater em outras pessoas? Aí pegamos o próximo bus. Estava vazio. E o melhor, sem nenhuma ameaça. Ao passar por uma ruazinha,vimos um carro de polícia e lá estava o maluco que apareceu no meu pedaço! Estava apanhando. Apesar de tudo fiquei com uma certa pena dele. Sei lá. O cara parecia infeliz, amargurado. E estava apanhando muito.

No final das contas, isso não passou de um susto. Conseguimos chegar a salvo no japonês, apesar de tudo. Comemos muito e nos divertimos bastante também. E a lição disso tudo é que os amigos são uma das melhores coisas que Deus inventou. Amigos para se dividir coisas boas. E também para nos ajudar nessas situações desagradáveis.

sábado, 4 de julho de 2009

Depois do Waffle... Crepe de Nutella!

Após minha estadia em Chicago, fui a Paris. Se vocês acharam que eu tinha parado no waffle... Enganaram-se redondamente! Como meus amigos queridos sabem, sou uma formiguinha. Formiguinha não! Formigona! Adoro um doce. E vocês já viram formigas fugir de doce?

Em Paris, eu jurei que ia maneirar na comida. Como a grana era curta, vivia comendo sanduba. Mc Donald’s direto! Afinal, uma promoção saía por cinco euros. No começo, eu ficava fazendo a conversão do euro pro real. Poxa, cinco euros são quase quinze reais! Que refeição mais cara! Mas era melhor nem pensar nisso. E vocês não vão nem acreditar. Na primeira oportunidade que meus amigos e eu fomos almoçar algo diferente de Mc Donald’s, eu fui tão esperta, que pedi hambúrguer com fritas! Mas o hambúrguer tinha cara daqueles feito em casa, tinha saladinha de tomate com alface. E as fritas pareciam com as da minha mãe. Então não foi tão ruim assim.

O mais curioso é que a cada esquina de Paris tem um quiosque vendendo crepe. E o crepe mais consumido é o de nutella. Aliás, os franceses têm uma fissura em nutella que nunca vi. É nutella no café da manhã, de sobremesa, no lanche. Nem preciso dizer que eu comia nutella com pão todos os dias no café da manhã. E toda vez que eu voltava pro hotel tinha que comprar um desses crepes de nutella. Fora os dias que eu comia mais de um crepe! Só de lembrar me dá água na boca!

Outra coisa bastante comum em Paris é uma coisa chamada kebab. Na verdade, esse treco foi trazido pelos árabes. É um pedaço enorme de carne gordurenta que fica girando numa máquina enquanto ela vai cozinhando e a gordura fica pingando. Ressalto que a carne fica exposta a vírus e bactérias. Tudo bem que as impurezas são francesas, pode não ser tão ruim quanto a imundície do Brasil, mas com certeza é mais chique. Sinceramente, não tive coragem de comer. Mas quem quiser se aventurar, não vai gastar muito. É bem baratinho e tem em todo lugar. A única coisa que tenho a dizer é: boa sorte na empreitada!