domingo, 26 de abril de 2009

Existe Lugar para a Terceira Idade?

Vocês já viram o filme Cocoon? É um filme americano velhinho, de 1985, estilo sessão da tarde. Ganhou Oscar na categoria de melhor ator coadjuvante e também por efeitos especiais. A história gira em torno de uns idosos moradores de um asilo, que viviam tristes e desanimados. Quando começam a se banhar em uma piscina, eles passam a se sentir bem dispostos e cheios de vida. O que eles não sabem é que a fonte da juventude vem de uns casulos de extraterrestres que se encontram armazenados dentro da piscina utilizada por eles.

É aí que eles passam por um dilema, pois, para os velhinhos continuarem com disposição, eles deveriam continuar se banhando na piscina e isso estava matando os casulos. Como todo bom vovozinho, eles abriram mão do rejuvenescimento para manter os casulos vivos. No final, os velhinhos acabam sendo levados pelos extraterrestres, como recompensa. Bom, o que podemos concluir com essa história? Que, na época, não existia lugar para a terceira idade na Terra. Cruel, não?

Infelizmente, ainda vemos gente preconceituosa nos dias de hoje. E olha que depois desse filme passaram quase 25 anos. Mas parece que a mente de muita gente não evoluiu tanto quanto os efeitos especiais usados no filme. As pessoas se esquecem que um dia serão idosos também e abandonam seus velhos pais e mães em um asilo, sem carinho, sem conforto.

A boa notícia é que muitos velhinhos realmente encontraram a fonte da juventude. E olha que essa fonte não vem de outro planeta. Mas vem da nossa Terra mesmo, da nossa natureza, da fé, mas principalmente da força de vontade que eles têm em viver. Procuram manter uma alimentação saudável, se exercitar. Muitos ainda trabalham, cuidam da casa, voltam a estudar. Simplesmente não param e continuam vivendo normalmente. Como se o tempo não fizesse efeito sobre eles. Como se o lugar deles fosse exatamente onde eles estão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Filme de Terror

O fantasma do desemprego anda perseguindo a todos. No Brasil e no mundo. Aqui, a economia não anda lá essas coisas, mas no exterior as coisas estão piores. E muito. A cada dia vemos mais e mais pessoas desempregadas. As empresas estão reduzindo as contratações. E em tempos de crise, ficar sem emprego é como perder o título na final do campeonato: o próximo pode demorar um ano para aparecer.

Quem está empregado deve dar o melhor de si, afinal os méritos de ontem não garantem a segurança de amanhã e ninguém que ser a próxima vítima do fantasma. E se, por acaso, você escutar pela rádio peão que pode ser o próximo da lista? Jamais chute o balde, se esforce e trabalhe como nunca, pois ainda há tempo de reverter a situação. E se isso não acontecer, com certeza seu esforço será lembrado na hora de pedir uma carta de recomendação.

O que pouca gente sabe é que a melhor arma para enfrentar o fantasma do desemprego é se prevenir. Mantenha seu currículo atualizado, tenha uma lista de contatos atualizada, pois networking se tornou a sensação do momento. E não se esqueça do fundo de reserva que dure uns 3 meses pelo menos, enquanto você procura por um emprego.

E se o fantasma do desemprego te pegar não desanime. Nem fique revoltado. Há alguns anos, a demissão era vista como uma doença. Hoje, deixou de ser exceção para virar regra. Ao receber a notícia de desligamento da empresa, a primeira reação é o choque. Você custa a acreditar. Quando finalmente a ficha cai, vem a revolta, você se pergunta o porquê disso tudo, procura por culpados. Tem gente que entra em depressão, já vi casos de gente que enlouquece.

Ao ser demitido, o ideal é manter a calma. Desespero não leva ninguém a lugar nenhum. Nesse caso, deve-se aceitar a realidade e começar uma nova batalha procurando por um emprego. Em vez de se angustiar, procure cursos de curta duração para conhecer pessoas, faça trabalhos voluntários, cuide de sua saúde! E caso o emprego não venha, tenha sempre uma carta na manga. Hoje em dia, virar autônomo é uma boa opção. Com tão poucos empregos dando sopa por aí, talvez seja a única.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Orquestra X Banda de Jazz

Qual seria a definição de equipe? Muitas pessoas procurariam uma definição elaborada, mas que acabam convergindo para uma única: equipe é um grupo de pessoas, com objetivos comuns. Mas essa seria uma ótima definição para ponto de ônibus, onde vemos um monte de gente, todos ansiosos para pegar a condução e ir para o lugar desejado. A definição de equipe vai além do ponto de ônibus.

Algumas pessoas criativas definem equipes através de orquestras sinfônicas. Numa orquestra, observamos a harmonia entre os músicos, todos tocando no mesmo ritmo. Tais músicos possuem habilidades técnicas complementares, ou seja, cada um sabe tocar um determinado instrumento e juntos, formam uma bela melodia. Conseguimos notar também a emoção através da expressão facial e corporal dos músicos. A orquestra se encontra comprometida e com foco no resultado: buscam o aplauso da platéia. Por fim, temos o maestro que, bravamente, conduz sua equipe de músicos.

Agora, vamos imaginar se numa orquestra sinfônica, um músico resolver inovar e improvisar uma melodia. Seria um desastre, não? Em uma orquestra, dificilmente tem-se espaço para a criatividade dos músicos. Deve ser feito o que está na partitura. Deve ser tocado conforme o maestro está indicando.

Você já parou para assistir uma banda de jazz tocando? Numa banda de jazz encontramos quase tudo o que observamos numa orquestra: harmonia, comprometimento, emoção. A diferença é que no jazz há espaço para o improviso. E não pense que a liderança fica de fora. Enquanto um dos músicos faz seu solo os demais integrantes dão suporte a ele. E quando o solo acaba o próximo músico sabe exatamente quando iniciar o seu. Isso só acontece porque existe um cara na banda conduzindo os outros músicos. Um líder que não é visto pelos outros como maestro, mas como um companheiro experiente, capaz de fornecer feedback a sua banda nos bastidores e que, principalmente, se preocupa em formar novos líderes.

Voltando a pergunta inicial, a orquestra seria uma boa definição para equipe. Mas a banda de jazz é uma boa definição para equipe de verdade.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Para Onde Vão as Organizações?

Que destino terão as organizações do século XXI? Nos dias de hoje, só descobrimos nosso destino ao trilhar os caminhos. Podemos ter como certo apenas de uma coisa: nosso mundo é cheio de incertezas.

As organizações estão em busca de suas identidades. Em um mundo globalizado e altamente competitivo, as empresas procuram refúgio nas inovações tecnológicas e na ciência. A ciência gera descobertas, responde a alguns questionamentos, corrige erros. Mas abre espaço para mais dúvidas.

E como ficam as pessoas nesse contexto? Elas também enfrentam uma guerra para conquistar e manter seu lugar no mercado. As pessoas deveriam ser o maior ativo das organizações. Então, por que há tanto desemprego? As pessoas, quando deixam suas empresas, levam consigo conhecimentos, memórias, habilidades. Tais perdas não são contabilizadas e, portanto, não são consideradas pelos dirigentes em decisões tomadas de forma racional. Se as coisas continuarem como estão, não teremos apenas o fim do emprego, mas também das próprias organizações, que ficarão sem seus clientes e sem credibilidade diante da sociedade.

Não dá para continuar neste mundo, onde a competitividade se tornou uma obssessão. Um meio onde uns devem perder para outros ganharem. A globalização não deve representar o início do fim dos tempos para as pessoas. Os avanços tecnológicos estão trazendo um novo tempo para as empresas, onde os homens estão deixando o palco para darem lugar às máquinas. No passado, tentou-se transformar homens em máquinas, é óbvio que o contrário também não dará certo. As máquinas podem parecer mais inteligentes e precisas, podem produzir mais e melhor, mas não possuem o conhecimento e não são capazes de criar, muito menos de ter emoções e sentimentos.

As próprias pessoas estão criando um grande abismo entre cultura e tecnologia. Não seria a hora de parar e refletir, revendo nossos conceitos? Cultura é sabedoria e somos expectadores do nascimento da Era do Saber. Devemos estar atentos para que o saber não se torne um muro entre os que o detém e os que o usam. Antes de voltarmos nossos olhares para o sucesso das organizações, devemos prestar atenção no principal elemento que as compõem - as pessoas. É preciso investir na educação e cultura das pessoas, tornando-as capazes de respeitar os outros, as diferenças e o mundo, antes de pensar em produzir, consumir e desperdiçar. E quem deve se responsabilizar por isso somos nós, pessoas. E também as organizações.