domingo, 22 de março de 2009

Amar meus inimigos?

Amar meus inimigos? Como assim? No Antigo Testamento, o ensinamento era “Ame seu próximo e odeie seus inimigos”. No entanto, Jesus veio para quebrar paradigmas e nos deixou uma lição muito importante: “Amem seus inimigos e rezem por aqueles que perseguem vocês”. Segundo o dicionário, amar é ter afeição, gostar. Será que conseguimos ter sentimentos bons em relação a nossos inimigos? Será que a gente consegue gostar das pessoas que fazem mal a gente?

O fato é que existem diversas palavras gregas para amor. Temos a palavra eros, que significa sentimento baseado em atração sexual. Storgé seria o amor entre familiares. Philos é a palavra que tem relação com fraternidade, amor recíproco, na base da troca. Por fim, Ágape, que é o amor incondicional, sem exigir nada em troca. É o amor traduzido pelo comportamento, pela ação e pela escolha, não pelo sentimento. As pessoas acabam se confundindo com os vários significados que a palavra amor pode assumir. Mas é do amor ágape que Jesus nos falava.

O amor ágape é baseado na caridade e no serviço. É definido por um conjunto de comportamentos, listados a seguir:
- Paciência: mostrar autocontrole;
- Bondade: dar atenção, apreciação, incentivo;
- Humildade: ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância, ser menos egoísta;
- Respeito: tratar as pessoas como se fossem importantes;
- Generosidade: satisfazer as necessidades dos outros;
- Perdão: desistir de ressentimento quando enganado;
- Honestidade: ser livre de engano;
- Compromisso: ater-se às suas escolhas.

Se você apresenta tais comportamentos para com seus inimigos, você está demonstrando o amor ágape, conforme Jesus pregava. Portanto, é possível, sim, amar nossos inimigos. Desde que esse amor seja ágape.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Pato, Pavão ou Beija-flor?

Obviamente, ninguém deseja ser um pato. Este pobre animal já está ligado a coisas negativas. Quem nunca ouviu a expressão “pagar o pato” ou “Fulana anda feito uma pata”? O pato é uma das poucas aves que sabe andar, voar e nadar. No entanto, não faz nenhuma das três coisas com excelência. O pato anda de forma desajeitada, nada devagar e voa muito mal.

Já o pavão é uma ave de grande porte e chama muita atenção pela beleza de suas plumas. Mas o pavão anda mais devagar que um pato, não nada, muito menos voa. Apesar de ser menos competente que o pato, o pavão consegue aparecer mais.

O beija-flor, por sua vez, chama a atenção das pessoas por sua beleza e agilidade. Conseguem bater asas de 70 a 80 vezes por segundo! E são as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O beija-flor, além de competente, também consegue aparecer mais que o pato.

Impressionante como no mundo animal temos situações muito parecidas com a vida nas empresas. Existem muitos funcionários-pavão, que cuidam de sua imagem mas não apresentam trabalho consistente. Enquanto isso, os funcionários-patos, que são competentes, mas não sabem se promover, se sentem injustiçados e ficam feito patos esperando sua hora chegar.

O ideal é ser um funcionário beija-flor. Demonstra um bom trabalho e cuida muito bem de sua imagem. Isso é o que chamamos de marketing pessoal. Para realizar um bom marketing pessoal, é preciso estar atento a três dicas:
1- O maior número de pessoas possível deve saber o que eu faço.
2- Tais pessoas devem se convencer do valor agregado pelo meu trabalho.
3- Essas pessoas, se estiverem convencidas, divulgarão o que eu faço de bom para as outras pessoas.

Mas, muita atenção ao tentar se auto-promover. Jamais queira aparecer de graça, às custas do esforço dos outros. Essa atitude, é reprovável. Sempre promova seu próprio trabalho, de maneira eficaz. E, se possível, divulgue o trabalho de outras pessoas, para que outras pessoas também queiram divulgar seu trabalho. Afinal, uma mão lava a outra, certo?

* Este texto foi inspirado em experiência própria e de amigos e também no comentário “A Síndrome do Pato” do Max Gehringer na CBN, que pode ser acessado clicando aqui ou no livro “Clássicos do Mundo Corporativo”.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Trabalho e Qualidade de Vida

O que vem a sua mente quando falamos em Qualidade de Vida? Ser saudável? Ter uma vida sem stress? Bem estar físico e mental? O fato é que a Qualidade de Vida é extremamente importante, depende de diversos fatores e pode variar de uma pessoa para outra. Envolve as dimensões física, intelectual, emocional, profissional, espiritual e social. Estas dimensões facilitam o desenvolvimento da qualidade de vida, na qual o indivíduo deve buscar o equilíbrio e uma inter-relação harmoniosa dos vários aspectos do ser humano.

No mundo dos negócios, a Qualidade de Vida é um tema novo e vem sendo muito discutido. Práticas inadequadas no trabalho impactam negativamente a saúde física e emocional dos funcionários e, consequentemente, acabam afetando as organizações. A grande maioria das empresas classificadas entre as melhores para se trabalhar transformaram o ambiente de trabalho e a saúde emocional e física de seus colaboradores em vantagem competitiva. Percebe-se claramente que tais organizações têm consciência de que quanto maior a satisfação dos profissionais, mais retorno terão em produtividade.

Muitas empresas adotam programas específicos, voltados para a Qualidade de Vida. Estes programas têm o objetivo de estimular e apoiar seus funcionários a adotarem hábitos e estilos de vida saudáveis e que contribuam para seu bem estar, conscientizando sobre como a saúde está diretamente relacionada à qualidade e produtividade no trabalho. Além dos projetos específicos, é importante considerar outras ações com o objetivo de melhorar a Qualidade de Vida, como, por exemplo, plano de carreira estruturado, capacitação e desenvolvimento do pessoal, remuneração, benefícios, socialização, sustentabilidade e responsabilidade social.

Através dessas medidas, as empresas conseguem bons resultados. Entre eles, podemos citar o aumento da produtividade, aumento da motivação e satisfação dos profissionais, melhorias na imagem corporativa, redução do índice de absenteísmo, redução das taxas de enfermidade, redução em letargia e fadiga, redução de do índice de turn-over e melhorias no clima organizacional.

As empresas podem e devem investir na qualidade de vida de seus colaboradores, mas nós, funcionários, não podemos ficar presos apenas às políticas adotadas por elas. Segundo o psiquiatra Carl Jung, se o mundo não está bem, deve ter algo de errado comigo e sou eu quem deve tomar uma atitude. Portanto, é preciso termos mais atenção às dimensões que compõem a qualidade de vida, para o nosso próprio bem estar e para o bem da empresa em que trabalhamos. Devemos ter como objetivo viver uma vida vibrante e feliz, na qual utilizamos o máximo que possuímos, com grande prazer. É exatamente isso que dá qualidade às nossas vidas.