sexta-feira, 30 de abril de 2010

Melhor, impossível!!

Com essa minha neura de emagrecer eu perdi alguns quilinhos. Por um lado isso é maravilhoso!! Por outro, nem tanto. Estou ficando sem roupa, minhas calças ficam caindo e eu preciso mandá-las para a costureira apertar. Mas aí vem o fantasma do efeito sanfona. Com medo de engordar novamente, desisto de apertar as calças. Fico assim mesmo, dobro o cós, apelo pro cinto (acessório que simplesmente odeio usar), dou um jeitinho.

No entanto, não resisti e comprei uma calça jeans novinha. Linda. Super skinny. Nunca tinha achado uma calça skinny qye ficasse bem em mim. Quando eu vesti a calça, ela ficou ótima!! O problema são as pernas. As minhas são curtas, porque sou baixinha. Então a bainha é inevitável: tem que fazer. Essa tarefa sempre coube à mamãe, mas como estou numa onda de me virar sozinha resolvi fazer por mim mesma.

A primeira idéia foi levar numa costureira. Simples! Eu pagava e estava tudo resolvido. Mas estou numa época meio ruim de grana, então estou economizando no que posso. O quê? Ah, sim, se estou tentando economizar, por que comprei a calça? Está aí uma excelente pergunta. Também não sei. Na verdade, estou tentando gastar apenas o que é extremamente necessário. E eu estava precisando da calça, afinal, todas as minhas estão enooormes.

Sendo assim, eu resolvi fazer a bainha por mim mesma. Pedi pra mamãe ensinar. Aí ela me falou o passo-a-passo. Mede quanto quer de bainha usando uma calça antiga de referência, marca com alfinete. Alinhava onde vai ficar a dobrinha com linha de cor que contraste com o tecido da calça. Tira o alfinete. Se precisa cortar marca a linha de corte com giz de cor que sobressaia no tecido da calça e depois corta em cima da linha. Senão, é só dobrar direto a bainha que do jeito que deseja e prender com alfinete. Aí alinhava de novo pra poder soltar os alfinetes  senão fica espetando. Depois disso tudo que pode começar a prender a bainha com linha de cor semelhante a da calça. Ai ai ai. Só de lembrar me dá cansaço. Lembrar que são duas pernas pra fazer, eu fico prestes a surtar!!

E lá fui eu, tomei coragem e comecei a fazer. Óbvio que toda hora eu perguntava pra mamãe qual era o próximo passo. É tanta cosia pra fazer que quando eu fazia um, esquecia o seguinte. Mas entre trancos e barrancos, fui fazendo a bendita da bainha. E marca daqui, prende o alfinete, alinhava, corta. Enfim, estava tudo pronto para começar a costurar a bainha da calça. Usar a máquina?!?! Nem pensar! Mamãe falou pra fazer a mão mesmo, pra aprender. E lá fui eu. Costura daqui, costura dali. Ai, meu Deus, a linha arrebentou, e agora? Vou ter que começar de novo? Ah, não?!?! É só continuar um pouco antes de onde a linha arrebentou? Ufa! E recomeça o processo de costura. Ai, meu dedo! Que agulha assassina, eu poderia usar um dedal, mas o que tem em casa sumiu. Olho pra ver se está tudo certinho e... Só tem metade de uma das pernas prontas... Ai, meu Deus, quando isso vai acabar?? E continuo, firme e forte.

Depois de horas, eis que consigo terminar minha bainha. Nem acreditei!! Chegou a hora do teste, mamãe vai conferir. Ela olha, avalia minuciosamente e... Uma perna está maior do que a outra!! O quê?!?! Como assim? Vou ter que fazer tudo de novo?!?! Ah... Ufa! Não precisa, a diferença é quase imperceptível. Quase morro do coração. Mamãe completa dizendo que não ficou tãaao ruim assim. Ah, mas fala sério, pra minha primeira bainha à mão, ficou maravilhoso. Melhor, impossível!!

sábado, 17 de abril de 2010

Contos de Carnaval: Mineiro Inocente

Passeio turístico com um grupo de amigos. Fomos a uma praia deserta. O caminho é difícil, pra estacionar é uma complicação. Por isso pouca gente se arrisca a ir pra lá. Eis que conseguimos estacionar o carro. Do outro lado, avistamos uma cena esquisita. Um outro carro com o vidro quebrado. Parece que foi uma pedra. Alguém deve ter tentado assaltar. O mineiro, sempre ele, mete a cara no buraco do vidro do carro. Eu falo: "Mineiro, sai já daí, vai que o dono aparece, vai pensar que foi você quem arrombou o carro. Quer passar o resto do feriado na cadeia?". Resposta do mineiro: "É mesmo. Nem tinha pensado nisso. Deixa eu sair daqui...". Sem comentários.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Me aventurando na cozinha

Esses dias me deu uma vontade de comer spaghetti a carbonara. Esse é um tipo de comida que mamãe jamais faria. Como estou de férias, resolvi me aventurar. Procurei a receita com a ajuda do meu querido Google. Parecia simples: dourar o bacon e acrescentar o creme de leite, ferver o macarrão, colocar ovos num refratário e por cima o macarrão ainda quente. O calor da massa cozinharia os ovos. Por fim colocar o molho de creme de leite com bacon.

Primeiro ponto negativo do prato: o calor do macarrão cozinha os ovos. Mamãe jamais comeria isso, ela odeia ovo meio cru. Assim, surgia a primeira customização da receita. Eu ia juntar os ovos com o bacon, fazendo tipo um ovo mexido. Receita definida, comecei a preparar as coisas. Que receitinha mais sem graça. Não leva nenhum temperinho. Resolvi fazer mais modificações na receita. Que tal acrescentar alho, cebola, pimentão e cebolinha. Acho que um cubinho de caldo knor e uma pitadinha de pimenta branca também cairiam bem. Fui no freezer pegar o bacon. Epa!! Não tem bacon... Como assim?? Ah, mas tem um pacote de linguiça mineira, ah vai isso mesmo, acho que não deve ter muita diferença.

Comecei a fazer o prato. Coloquei o macarrão pra cozinhar, deixei ferver e escorri a massa. Aí parti para o molho. Dourei o alho amassadinho com um fiozinho de azeite. Em seguida, acrescentei a linguiça picadinha. Deixei fritar bem e acrescentei os ovos batidos. Mexi bastante. Começou a ficar esquisito, o ovo parecia estar mole. Mas resolvi continuar firme e forte. Se ammãe visse isso, era capaz de desistir de comer meu macarrão. Acrescentei o restante dos temperos: caldo knor, cebola, pimentão e cebolinha picadinhos. Misturei beeeeem. Coloquei uma pitadinha de pimenta branca e continuei mexendo pro ovo não gurdar na panela. Por fim acrescentei o creme de leite e deixer dar uma fervurinha.

À essa altura o macarrão já tinha esfriado. Ai meu Deus!! Se colocar somente o molho por cima não vai dar, vai continuar frio. Ah! Já sei, vou colocar pra gratinar no forno. Viva!! Sou uma gênia. Sabia que esse cérebro de engenheira servia para alguma coisa. Assim, untei uma forma com azeite, pra não grudar. Coloquei uma camada de macarrão, uma camada de molho, mais uma camada de macarrão e mais uma de molho. Para finalizar, queijo ralado. eu prefiro o queijo ralado na hora,mas como quem não tem cão, caça com gato, vai o queijo de pacote mesmo. Coloquei no forno e deixei até o queijo ficar douradinho. Só não podia passar muito senão o molho sumia e o macarrão ia ficar seco.

Mamãe foi experimentar minha invenção. O que ela falou?? Que estava DELICIOSO!!!!! Assim mesmo, em CAPS LOCK e pontos de excalmação. Mamãe é mega exigente e pra ela falar isso, era porque estava realmente bom. Todo mundo elogiou. Ganhei meu dia. Essa missão gastronômica parecia que ia falhar, mas no final deu super certo!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pagando mico?? Eu?!!?

Pra quem não sabe, todo dia eu levo pro trabalho duas frutas, embrulhadas em guardanapo. Ou são duas maçãs, ou uma maçã e uma pera, ou uma mação e uma goiaba, etc. Dia desses estava eu tranquila no onibus. Viagem longa, trânsito infernal. Acabei adormecendo. Eis que acordo e vejo uma coisa curiosa. A moça que se sentou do meu lado estava comendo uma maçã, que estava embrulhada em um guardanapo. A maçã era igual à que eu tinha pego na geladeira de manhã. E o guardanapo era igual ao que mamãe compra lá pra casa. Advinhem qual foi o pensamento que eu tive?!?! "Que mulher abusada, aproveitou que eu estava dormindo, abriu minha bolsa e pegou minha maçã. Ela está comendo minha maçã! Não acredito nisso!!!! Como foi que eu não senti abrir a minha bolsa? Será que meu sono estava tãaaao pesado assim?". Já estava me preparando para fazer o maior barraco com a mulher. Eis que tenho um insight e resolvo conferir a minha bolsa. E a minha maçã estava lá ,intacta, embrulhadinha no guardanapo. Cara, quase pago um king-kong. Mas não ia ser culpa minha. Quem manda a mulher levar o mesmo tipo de maçã que eu como, embrulhado no mesmo tipo de guardanapo que eu uso?