segunda-feira, 3 de junho de 2013

Kita around the world: Cancun - Chichen Itzá e Cenote


Esse dia tinha tudo para dar errado. Combinamos com um cara da Dreams Tour que iríamos fazer o passeio com eles, só que ninguém veio buscar a gente. Snif!! Só que Papai do Céu estava do nosso lado e uma alma boa do Maya Tour apareceu para nos ajudar! Ele nos ofereceu o passeio que a gente queria: cenote e Chichen Itzá, com refeição incluída (menos bebidas) por 80 dólares. O ônibus já tinha partido do nosso hotel, mas ele nos levou de carro até o ponto de encontro no Kukulcán Plaza. De lá, pegamos os tickets e entramos no bus! Aliás, isso só aconteceu porque o Maya Tour tem um filosofia ótima: nossa viagem de férias é um investimento que fazemos, então eles se sentem na obrigação de fazer do nosso dia das férias o melhor!! Legal, né?

O guia falava um espanhol ótimo de se entender. Falava calmo e devagar. Nos explicou tudo, falou da história dos maias e ainda deixou um tempinho pra gente cochilar hihihi. A primeira parada é no Cenote Suytun no caminho para Valladolid. O caminho é bem longo, tipo umas 3h. Mas não se preocupem que no meio disso eles fazem uma paradinha rápida para tomar água e necessidades básicas.

Os cenotes são buracos no solo de pedra-pomes, cheios de água doce. Na península de Yucatán, há cerca de 3 mil cenotes, dizem que todos eles são interligados. Os cenotes eram considerados sagrados para os maias, serviam como fonte de água potável e entrada para o mundo subterrâneo, para onde vão os mortos. Suytun é uma palavra de origem maia e quer dizer centro de pedra. O bom de Suytun é que o local é bem tranquilo, não é tão cheio quanto outros cenotes e é beeem bonito. Você não precisa passar protetor solar pois o cenote fica dentro de uma caverna, não tem sol. Não perca a oportunidade de nadar no cenote, nem que seja por 5 minutinhos. É sensacional nadar num local que foi considerado como sagrado pelos maias. Fora que diz a lenda que a água do cenote rejuvenesce, aí já viu né?? Me joguei com vontade no cenote kkkkk.

Ao redor de Suytun e Valladolid, vc vai poder ver uns vilarejos onde vivem os descendentes do povo maia. Pois é, gente, os maias não desapareceram como os livros de história nos contam!! Fiquei de cara com essa informação!!! Eles ainda vivem de forma bem simples em pequenas aldeias. Da mesma forma como viviam antigamente. Em cabanas simples com teto de palha, não tem porta e nem janela, sem luz, água encanada, internet, instagram e facebook!! Como pode?? E mesmo assim, vc percebe que são um povo muito feliz. Pra mim sempre é uma experiência interessante encontrar gente que vive bem mesmo com tão pouco, me faz refletir um pouco sobre a vida.

A passagem pelo cenote é bem rápida.Algumas pessoas reclamaram do pouco tempo, mas achei suficiente para conhecer e viver a experiência de se banhar em um lugar sagrado. Dá até pra sentir a vibe diferente no local, mesmo com a agitação de turistas, dá uma sensação de paz de espírito. De lá seguimos direto para Valladolid, que é uma cidade colonial. Ela é bem pequena e simples, tem muitas construções coloniais ainda. A gente não chega a parar na cidade pra conhecer, mas damos um rolé de bus, o guia mostra algumas coisas interessantes a título de conhecimento. Só passamos mesmo nessa cidade para almoçar. O restaurante é arrumadinho, mas não tem muita opção. E o sabor nem é lá essas coisas, mas dá pro gasto. Certas pessoas reclamariam da comida, mas devo lembrar que estamos numa cidade pequena no meio do nada, com poucos recursos, a qualidade do restaurante é proporcional ao estilo da cidade.

Depois de forrar a pancinha seguimos caminho rumo a Chichen Itzá. Imagina o tamanho da minha ansiedade pra conhecer a mais importante construção maia, patrimônio mundial da Unesco, uma das 7 maravilhas do mundo!!! Mas antes disso, eles ainda param em uma lojinha de artesanatos maias. Eu não recomendo comprar muita coisa nesse lugar porque é tudo muito caro. Eles metem a mão, às vezes vc consegue negociar um desconto. Melhor deixar pra comprar em Chichen Itzá mesmo, que lá tem um monte de gente vendendo artesanato e é mais barato. Ah! Durante a viagem, o guia oferece para comprarmos algumas coisas interessantes, como garrafinha de licor Xtabentum (é uma bebida maia, beeeem doce e com aroma de anis, eca!), um pergaminho com uma escrita maia (você pode registrar uma data importante pra você nesse pergaminho) ou pingentes de prata com algum nome ou letras representados pela escrita maia (pode ser suas iniciais, ou o nome de alguém que você ama, etc). O preço não é muito amigável, mas são opções de lembrança bem interessantes porque tem um teor cultural enorme. Eu acabei não comprando, preferi comprar outras lembranças tradicionais mais em conta (tipo chaveiros e ímãs de geladeira kkkk), mas se você tiver uma graninha sobrando ou quiser impressionar alguém com a lembrancinha, acho que vale a pena investir.

Chegando em Chichen Itzá, como já tinha ido a escola no dia anterior, com a visita a Tulum, já sabia que tinha que caprichar no protetor solar, boné e óculos de sol e levar bastante água. O sol estava castigando a gente nesse dia. Mas para conhecer Chichen Itza eu encarava até as iguanas kkkk!!! E como era de se esperar Chichen Itzá é incrível!! Tem várias curiosidades e coisas legais referentes a construção maia, que não vou nem contar aqui para não quebrar a magia de descobrir tudo na hora. É maravilhoso!!!! Só vou registrar que fiquei impressionada com a inteligência do povo maia. Com tão poucos recursos na época, eles conseguiram colocar de pé um templo incrível com detalhes mara! Ouça atentamente o guia, ele dá uma aula maravilhosa sobre os maias!!

Depois de tirar fotinhos em Chichen, retornamos ao bus e pegamos a estrada de novo. Tínhamos um longo caminho pela frente até chegar em Cancun. Óbvio que apaguei, estava morta com farofa. Mas foi um dia incrível, muito bem aproveitado. Só nos restava descansar e recuperar as energias pro dia seguinte...

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