quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma Prova de Amor

Dia desses assisti um filme que me trouxe lembranças muito tristes. O filme se chama "Um Prova de Amor" e conta a história de uma menininha, concebida com o propósito de salvar a vida da irmã mais velha, portadora de leucemia, uma doença horrível, que na maioria das vezes, leva o portador à morte.

Muitas cenas tristes e chocantes. Uma delas foi quando os pais descobriram a doença de sua filha. A dor, o imenso desejo de que tudo aquilo não passasse de um terrível pesadelo. Depois veio toda a luta e o desespero, inúmeras tentativas de salvar a vida da garota. Fiquei emocionada com a devoção dos pais, que faziam de tudo pela menina e a mãe largou uma carreira promissora na advocacia somente para ficar cuidando dela. Sacrifícios, renúncias... Quanta coisa os pais são capazes de fazer pelos filhos, somente por amor.

Uma pessoa próxima a mim contraiu a doença. Eu era muito novinha, não tinha a menor idéia do que era e da gravidade da situação. Fiquei com medo de fazer o tal exame para ver seu eu tinha uma medula compatível. Mas estava disposta a passar por isso, mesmo assim. Os pais e irmãos da pessoa demoraram de comunicar a doença para o resto da família, não sei por qual motivo, melhor não julgar ninguém. E quando fomos ver, já era tarde demais. Mais uma vida se foi.

Voltando ao filme, fiquei impressionada com o fato da irmã mais nova ter sido concebida apenas para fornecer linfócitos e afins para a irmã mais velha. Desde recém-nascida era submetida a cirurgias para retirada de sangue, medula e outras coisas que fossem necessárias. Fiquei me perguntando: até que ponto devemos sacrificar a vida de uma pessoa, para salvar a vida de outra? Nosso Senhor Jesus Cristo sempre pregou a defesa da vida. E ele se sacrificou por nós, renunciando à vida dele por nós. Acho que esse lance de sacrifício deve vir de uma escolha. A pessoa a ser sacrificada deve ter o livre arbítrio de optar se quer ou não seguir até o fim, tal qual foi com Nosso Senhor. Infelizmente, há inúmeros casos, frutos da maldade alheia, em que inocente sofrem, são mortos e torturados, contra a própria vontade. Nessa situação, infelizmente nada podemos fazer, senão orar para que Nosso Pai nos dê forças para suportar tudo isso.

No fim do filme (tem gente que odeia que contem o final do filme, mas prometo que não vou contar a parte mais importante!!) a menina acaba morrendo de leucemia. Triste. Muito triste. E a irmã mais nova acaba não conseguindo cumprir seu único propósito. Certas pessoas, se estivessem no lugar dessa menininha entrariam em depressão e se sentiriam culpadas. Talvez eu sentisse a mesma coisa. Não sei. Mas acho que é melhor pensar que... Nada nessa vida acontece por acaso. E tudo que acontece, é obra do Senhor, com base nas nossas próprias escolhas. Afinal, foi Ele quem nos deu o livre arbítrio.

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