quarta-feira, 31 de março de 2010

A ave e o milho

Dia desses recebi um e-mail engraçadíssimo sobre mineiros que me fez lembrar de um episódio que vivi no Natal retrasado. Vocês devem estar se perguntando o que teria a ver a história do mineiro com o título "A galinha e o milho". Não tem problema. Eu explico. Vamos começar por partes, igual a esquartejador. Ai Deus, essa expressão também me lembra o episódio do Natal... Mas deixa pra lá.

Era ceia de Natal, um dos pratos que mamãe preparou foi uma ave da Sadia, aquela Fiesta. Como a gente não curte muito o tempero, mamãe lava bem a galinha e tempera de novo com sal, bastante alho e pimenta. Feito o molho, mamãe assa a ave com batatinhas no forno. Rango pronta, mesa arrumada, nos sentamos para ceiarmos juntos. Mamãe reparte o frango (ah! daí vem a lembrança do esquartejador) e vem aquela briga pra quem vai ficar com a coxa e a sobre-coxa. Ninguém quer o peito e o pescoço. Por que será?

Eu gosto muito do rabinho do frango. É macio e tem uma gordurinha que eu adoro! Como sempre, além de uma coxa ou sobrecoxa, pego o rabinho. Quando estou pronta para atacá-lo, eis que me deparo com uma coisa esquisita. Um milho bem no meu rabinho de frango. Daí eu pergunto: "Mamãe, você colocou milho no frango?". Aí, mamãe responde: "Ficou doida, é claro que não!!". Daí, saem alguns pequenos questionamentos:

1) Se a receita não levava milho, como é que ele apareceu bem no rabinho do frango? Será que foi mágica?

2) Vamos supor que a Sadia use milho no tempero do frango. É pouco provavel, mas melhor pensar assim. Se mamãe lavou bem a ave, como é que o milho continuava lá? Definitivamente o tempero deve ter penetrado bem na carne do frango.

3) Depois de imaginar mil coisas, vocês acham que eu comi o rabinho? Por pouco não como nem a sobrecoxa que eu tinha pego pra complementar!

4) Advinha qual o comentário que papai fez? "Depois de assado, todos os vermes e micróbios estão mortos, então não tem problema nenhum!". ECA!!!

5) E o que essa história tem a ver com o e-amil do mineiro? Vocês só vão entender se conseguirem ler o texto que recebi. Segue abaixo.

"Oi procê. Qui locura!
 Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomano uma  pimcumel e cuzinhano um kidicarne com mastumate pra fazê
 uma macarronada com galinhassada.

 Quascai de susto quando ouvi um barui vino de dendo forno  pareceno um tidi guerra.  A receita mando pô midipipoca denda galinha prássa.  O forno isquentô, i ucú da galinha isprudiu!

 Nossinhora! fiquei branqui nem um li di leiti.

 Foi um trem doidi mais. Quascai dendapia! Fiquei sensabê doncovim, oncotô, poncovô.  Grazadeus ninguém maxucô."

Um comentário:

Unknown disse...

Ai ai...choro de rir...