Sexta-feira, dia 18 de dezembro de 2009. Contagem regressiva para as festas de fim de ano. Um belo dia de sol, todos já em clima de festas. Dia perfeito. Ou melhor, quase.
O pessoal do meu trabalho resolve sair pra almoçar em um restaurante legal na Tijuca. Fazer uma confraternização já que as festas de final de ano foram suspensas por questões de segurança. Afinal, o país acabou de sair da crise.
Primeira coisa chata: o lugar onde trabalho tem carência de taxi. Quando a gente mais precisa nunca tem. E temos que ficar feito desesperados tentando parar um taxi vazio, o que é raridade naquele lugar. Enfim conseguimos parar um taxi. Era meio caidinho, mas dava pro gasto. Eu e mais quatro colegas entramos nele. Tinha GPS, ar-condicionado e exalava um delicioso cheiro de morango. Tudo parecia
correr bem.
Parecia. Eis que do nada, o ar parou de funcionar. Calor infernal do Rio, o taxi estava começando a virar um sauna. O motorista tentava botar o ar pra funcionar novamente, afinal, ele tinha acabado de sair do conserto! Ele estava tão preocupado com o ar que não prestava atenção na direção. Perdeu o retorno que tínhamos que pegar e de repente, nos vimos no meio de um lugar que não conhecíamos direito. Sabíamos que ainda era Centro, mas também tínhamos a certeza de que a gente estava indo na direção oposta do nosso destino.
E o motorista não desistia do ar. Programou o GPS, ao mesmo tempo em que tentava colocar o ar para funcionar. E nada de prestar atenção no trânsito. Ele estava tão preocupado com o ar que nem nas instruções do GPS ele prestava atenção. Mas, parecia que a gente estava começando a tomar a direção correta.
Eis que estamos na Radial Oeste até que... Ai meu Deus, o motorista não pegou o viaduto. Para onde ele estava levando a gente afinal? Queríamos ir pra Tijuca. Do nada ele freia o carro e, acreditem, ele engata a ré
e vai com tudo, asim, em plena Radial Oeste. Pra completar o nosso desespero, ele dá um cavalinho de pau para pegar o viaduto. À essa altura eu já tinha rezado para todos os santos que conheço, pedindo e suplicando que guardasse minha vida. Mas enfim conseguimos chegar à avenida Maracanã ilesos. E o ar ainda não estava funcionando. E o motorista não sabia sequer andar na Tijuca.
Do jeito que estava, a gente acabou desistindo do cara. Descemos ali mesmo, em plena avenida Maracanã. Pegamos outro taxi, mais novo. Esse não tinha GPS e nem cheirinho de morango. Mas o cara sabia chegar ao nosso destino. Entre trancos e barrancos chegamos ao restaurante.
Comemos bem, nos divertimos e conversamos a beça, contando nossa aventura. Apesar do incidente com o taxi, estava valendo a pena. Tudo ia bem até que a conta chegou. Sabia que o almoço seria uma facada, mas não esperava que seria tão grande assim. No final das contas nem doeu no bolso porque o chefe acabou pagando a conta pra gente. É, acho que o dia não foi tão ruim assim. Apesar da gente quase ter morrido, tivemos um mega almoço legal e, o melhor de tudo, foi 0800!!
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