quinta-feira, 9 de julho de 2009

Um Maluco no Pedaço

Quando falamos em “Um maluco no pedaço”, muita gente se lembra do seriado “The Fresh Prince of Bel-Air”, exibido pelo SBT e cujo personagem principal era o Will Smith. Mas eu me lembro de uma história que aconteceu no início da faculdade...

Eu e meus amigos da faculdade – Katito, Marcela e Naty – estávamos indo para Botafogo. Íamos almoçar em um japa. Assim, saímos da faculdade e pegamos o busão. O busão estava meio cheio. Tinha poucos lugares para sentar. Naty e Marcela foram sentar mais na frente, perto do motorista. Eu e Kaio ficamos mais atrás. Eu tinha escolhido um lugar, mas reparei que tinha um cara dormindo e ocupando os dois bancos. Assim, resolvi sentar no banco de trás para não incomodá-lo. Kaio estava em pé.

No meio do caminho, entrou uma velhinha. Ela se aborreceu ao ver a cena do carinha esparramado em dois bancos e simplesmente deu um empurrão nele, sem dó e nem piedade. Vocês não vão acreditar no que aconteceu! O circo se armou e o céu quase desabou... E o pior, na minha cabeça! Mas graças a Deus tinha o Katito para me defender!

Bom, o cara era doido, tava cheirado, maconhado ou sei lá o quê! A única coisa que sei é que ele acordou com a macaca. Tinha tanta gente dentro do ônibus para ele implicar... Mas ele foi escolher justamente eu! Logo eu, que antes tinha evitado sentar do lado dele apenas para não atrapalhá-lo. E a velhinha sem noção, assim que o cara começou a surtar, simplesmente fugiu. Mas que cara de pau!

O maluco simplesmente cismou comigo. Ficou gritando, me perguntando o que eu estava fazendo ali, falou que eu estava roubando emprego dos brasileiros, falou que eu deveria voltar para o Japão, me xingou de tudo que é nome. E eu mantive minha calma, quieta, como se nada daquilo fosse comigo. Por dentro estava cagando de medo! Mas por fora, fingia que nem me abalava.

Só que a coisa começou a piorar, o cara foi ficando agressivo. Eu falei com meu amigo: “Vamos descer!”. E ele me respondeu: “Ok! Vai na frente.”. Aí eu levantei, e meu amigo logo atrás de mim. Eu estava passando e o cara ainda tentou me bater!! Vê se posso com isso? Mas lá estava o Katito, meu herói! Me defendeu... E eu saí andando, enquanto o Katito batia boca com o doido.

Passei por minhas amigas e disse: “Vamos descer agora!”. Marcela ainda tentou questionar, disse que ainda estávamos na Leopoldina e eu rebati: “Vamos descer agora, depois eu explico. Não discuta!”. Então nós descemos. Ainda esperamos um bocadinho até ver o Katito saindo do bus. Estava morrendo de preocupação. Foi aí que eu o vi e comecei a sentir medo se o doidão resolvesse vir atrás de nós. Ou melhor, de mim! Vocês nem imaginam o alívio que senti quando a porta do bus fechou e nem sinal do carinha.

Resolvemos chamar a polícia. Afinal, o cara estava agressivo. Vai que ele cisma de bater em outras pessoas? Aí pegamos o próximo bus. Estava vazio. E o melhor, sem nenhuma ameaça. Ao passar por uma ruazinha,vimos um carro de polícia e lá estava o maluco que apareceu no meu pedaço! Estava apanhando. Apesar de tudo fiquei com uma certa pena dele. Sei lá. O cara parecia infeliz, amargurado. E estava apanhando muito.

No final das contas, isso não passou de um susto. Conseguimos chegar a salvo no japonês, apesar de tudo. Comemos muito e nos divertimos bastante também. E a lição disso tudo é que os amigos são uma das melhores coisas que Deus inventou. Amigos para se dividir coisas boas. E também para nos ajudar nessas situações desagradáveis.

Um comentário:

KaioKaram disse...

Menina! Foi intuição: quando eu li o assunto, já sabia qual era a história! :-P

Como vc lembra de tantos detalhes! Eu não lembrava de tudo isso não... Nem lembro do que eu falei pra ele. Hehehe...

UM BEIJÃO!

P.S. Tenho uma novidade...