
Como alguns amigos já sabem, fiz faculdade de Engenharia Eletrônica. Até hoje me pergunto como tive coragem de fazer isso. Eu devia estar maluca. Eu e alguns amigos passamos por vários perrengues ao longo da faculdade. Cálculo, Eletrônica, Teoria Eletromagnética, Circuitos Elétricos... Essas matérias era nossos maiores pesadelos. Ainda hoje me lembro das dificuldades que enfrentamos juntos, dos grupos de estudos formados, do povo desesperado para tirar xérox do meu caderno... E as colas? Trocas de provas? Foi na faculdade que colei pela primeira vez. Tudo por causa do desespero e medo de repetir a matéria...
Mas as lembranças mais divertidas eram os laboratórios. Na hora era desesperador. Ter que montar circuitos gigantescos numa protoboard. Era componente espalhado para tudo que é lado. Fios e mais fios. E põe resistor, tira fio, troca o capacitor, espeta o indutor... Não esquece o transistor! Cadê o led? Põe o diodo! E testa daqui, testa dali. Checa a corrente, a voltagem... Vê se a saída do circuito está batendo com a simulação! E não funcionava. Olha de novo, compara com o esquema. O que podia estar errado? Seguimos o projeto com cuidado! Mas a gente sempre chegava à conclusão que realmente tinha algo faltando... Era um componente invertido, um fio não conectado, um resistor errado. Tinha vezes que era erro de projeto mesmo.
E quando a gente esquecia de ligar a fonte que alimentava o circuito? Ficávamos desesperados porque nada funcionava. Óbvio! Não tinha alimentação, não podia funcionar... A energia não brota do nada! Fora as vezes que fazíamos uma besteirinha, estimávamos o componente errado e o circuitinho entrava em curto. E pegava fogo. Isso aconteceu comigo umas duas vezes só. O foguinho saindo e o cheirinho de queimado. Além do incêndio, tínhamos que enfrentar o perigo de levar choque. Tudo bem que trabalhávamos com baixa tensão, entre 5 e 15 Volts, aproximadamente. Mas, mesmo assim, a gente sempre levava um susto quando sentia o choquinho.
Ainda lembro do dia que precisávamos soldar um componente para completar nosso circuito. Nosso professor resolveu nos ajudar. Ele pegou o aparelhinho de aquecer a solda e nos perguntou: “Cadê a solda?”. E a gente, inocentemente, pensando que ele estava falando do aparelho de soldar, respondemos: “Ué!?!? Tá na sua mão!!”. A gente pensando que o professor tinha enlouquecido. E ele devia estar achando que éramos ignorantes. Mas foi apenas uma falha de comunicação.
Apesar das dificuldades e aventuras enfrentadas, lembro dessa época com carinho. Conheci muita gente chata, muita gente doida, muita gente legal. Fiz amigos incríveis! Falo sempre com alguns, de vez em quando marcamos alguma coisa. Com outros falo pouco, sofremos desencontros, mas ficam guardados no meu coração. E tem outros ainda que faço questão de esquecer mesmo! Velhos e bons tempos... A gente se ferrava, mas se divertia também!
Mas as lembranças mais divertidas eram os laboratórios. Na hora era desesperador. Ter que montar circuitos gigantescos numa protoboard. Era componente espalhado para tudo que é lado. Fios e mais fios. E põe resistor, tira fio, troca o capacitor, espeta o indutor... Não esquece o transistor! Cadê o led? Põe o diodo! E testa daqui, testa dali. Checa a corrente, a voltagem... Vê se a saída do circuito está batendo com a simulação! E não funcionava. Olha de novo, compara com o esquema. O que podia estar errado? Seguimos o projeto com cuidado! Mas a gente sempre chegava à conclusão que realmente tinha algo faltando... Era um componente invertido, um fio não conectado, um resistor errado. Tinha vezes que era erro de projeto mesmo.
E quando a gente esquecia de ligar a fonte que alimentava o circuito? Ficávamos desesperados porque nada funcionava. Óbvio! Não tinha alimentação, não podia funcionar... A energia não brota do nada! Fora as vezes que fazíamos uma besteirinha, estimávamos o componente errado e o circuitinho entrava em curto. E pegava fogo. Isso aconteceu comigo umas duas vezes só. O foguinho saindo e o cheirinho de queimado. Além do incêndio, tínhamos que enfrentar o perigo de levar choque. Tudo bem que trabalhávamos com baixa tensão, entre 5 e 15 Volts, aproximadamente. Mas, mesmo assim, a gente sempre levava um susto quando sentia o choquinho.
Ainda lembro do dia que precisávamos soldar um componente para completar nosso circuito. Nosso professor resolveu nos ajudar. Ele pegou o aparelhinho de aquecer a solda e nos perguntou: “Cadê a solda?”. E a gente, inocentemente, pensando que ele estava falando do aparelho de soldar, respondemos: “Ué!?!? Tá na sua mão!!”. A gente pensando que o professor tinha enlouquecido. E ele devia estar achando que éramos ignorantes. Mas foi apenas uma falha de comunicação.
Apesar das dificuldades e aventuras enfrentadas, lembro dessa época com carinho. Conheci muita gente chata, muita gente doida, muita gente legal. Fiz amigos incríveis! Falo sempre com alguns, de vez em quando marcamos alguma coisa. Com outros falo pouco, sofremos desencontros, mas ficam guardados no meu coração. E tem outros ainda que faço questão de esquecer mesmo! Velhos e bons tempos... A gente se ferrava, mas se divertia também!
4 comentários:
Marikita,
no outro dia aqui em casa, meu pai pediu para eu descascar um fio. Ai eu disse para ele que nunca tinha sido boa nisso, até pq nas aulas de laboratório nós tinhamos uma ferramenta muito especial para descascar os fios. Vc lembra qual era!?! Hahaha
bjs
Lindas lembranças, Kitinha!!! Faltou falar do Neimar, que sempre queimava metade dos componentes e nunca conseguia fazer as paradas funcionarem... Neimarzinho "faz merdinha", não te esqueceremos!
Mari,
Você tá esquecendo do dia em que vc levou a protoboard pra casa e ficou até altas horas da madrugada verificando fio por fio para no final descobrir que o circuito não funcionava porque tinha uma ponta de fio encapada!!!
E fora o dia do suposto atentado terrorista na xerox...lembra? hahahaha
Bjos,
Marcela
Oi, menina...:)
Quem não lembra dessas coisas todas...Foi um período ótimo pelas pessoas que a gente conheceu e pelas coisas q a gente viveu, mesmo com todos os estresses com provas e professores malucos...Dá gosto de ver as fotos da festa de colação por lembrar de todos os amigos que vão ficar pra vida toda...:)
Beijinhos!
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