sexta-feira, 13 de março de 2009

Pato, Pavão ou Beija-flor?

Obviamente, ninguém deseja ser um pato. Este pobre animal já está ligado a coisas negativas. Quem nunca ouviu a expressão “pagar o pato” ou “Fulana anda feito uma pata”? O pato é uma das poucas aves que sabe andar, voar e nadar. No entanto, não faz nenhuma das três coisas com excelência. O pato anda de forma desajeitada, nada devagar e voa muito mal.

Já o pavão é uma ave de grande porte e chama muita atenção pela beleza de suas plumas. Mas o pavão anda mais devagar que um pato, não nada, muito menos voa. Apesar de ser menos competente que o pato, o pavão consegue aparecer mais.

O beija-flor, por sua vez, chama a atenção das pessoas por sua beleza e agilidade. Conseguem bater asas de 70 a 80 vezes por segundo! E são as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O beija-flor, além de competente, também consegue aparecer mais que o pato.

Impressionante como no mundo animal temos situações muito parecidas com a vida nas empresas. Existem muitos funcionários-pavão, que cuidam de sua imagem mas não apresentam trabalho consistente. Enquanto isso, os funcionários-patos, que são competentes, mas não sabem se promover, se sentem injustiçados e ficam feito patos esperando sua hora chegar.

O ideal é ser um funcionário beija-flor. Demonstra um bom trabalho e cuida muito bem de sua imagem. Isso é o que chamamos de marketing pessoal. Para realizar um bom marketing pessoal, é preciso estar atento a três dicas:
1- O maior número de pessoas possível deve saber o que eu faço.
2- Tais pessoas devem se convencer do valor agregado pelo meu trabalho.
3- Essas pessoas, se estiverem convencidas, divulgarão o que eu faço de bom para as outras pessoas.

Mas, muita atenção ao tentar se auto-promover. Jamais queira aparecer de graça, às custas do esforço dos outros. Essa atitude, é reprovável. Sempre promova seu próprio trabalho, de maneira eficaz. E, se possível, divulgue o trabalho de outras pessoas, para que outras pessoas também queiram divulgar seu trabalho. Afinal, uma mão lava a outra, certo?

* Este texto foi inspirado em experiência própria e de amigos e também no comentário “A Síndrome do Pato” do Max Gehringer na CBN, que pode ser acessado clicando aqui ou no livro “Clássicos do Mundo Corporativo”.

2 comentários:

Unknown disse...

Vc resumiu tdo o q penso...

Anônimo disse...

Uma bela lição de vida no trabalho